Dicas de Manutenção

Fremax alerta para sinais de desgaste no disco de freio e como evitar falhas na frenagem

Marca destaca fatores que comprometem a eficiência do disco de freio, como empenamento, trincas, sulcos profundos e coloração azulada, e orienta como prevenir esses problemas com manutenção adequada.

O sistema de freio, composto por diversos componentes, tem como protagonista o disco de freio, que desempenha importantes funções de dissipação de energia e desaceleração controlada. “É ele, em conjunto com as pastilhas, que gera o atrito necessário para reduzir a velocidade ou parar totalmente o veículo. Quando o motorista aciona o pedal, a pressão hidráulica empurra as pastilhas contra as faces do disco, transformando a energia cinética (movimento) em energia térmica (calor)”, explica Leandro Leite, coordenador de Assistência Técnica da Fremax. Por isso, requer atenção dos motoristas na hora da manutenção, que devem ficar atentos a qualquer sinal de anormalidade no sistema de freio.

Principais danos que podem ocorrer no disco de freio – Segundo Leite, há diversas avarias que podem ocorrer nesse componente, entre elas:

– Empenamento: causado por choque térmico ou superaquecimento, ocasiona perda de eficiência e desconforto ao dirigir. Manifesta-se por trepidações no pedal de freio ou no volante durante a frenagem;

– Trincas: provocadas por estresse térmico extremo, comum em discos de baixa qualidade ou em veículos que trafegam com carga acima do especificado. Há risco de quebra total do disco;

– Sulcos e riscos profundos: são originados pelo uso de pastilhas totalmente gastas ou pelo acúmulo de detritos abrasivos entre a pastilha e o disco, aumentando a distância de frenagem e acelerando o desgaste de novas pastilhas;

– Azulamento: coloração azulada ou manchas escuras na pista de frenagem, ocasionadas por superaquecimento constante, frequentemente devido ao uso intenso do freio em descidas longas ou por pinças travadas que mantêm a pastilha pressionada. Podem surgir ruídos e perda de coeficiente de atrito;

– Oxidação excessiva: provocada em regiões litorâneas ou pelo contato com produtos corrosivos. Pode haver desprendimento de material, ocasionando irregularidade na frenagem e ruídos metálicos;

– Desgaste abaixo da espessura mínima: o disco fica muito fino e perde a capacidade de dissipar calor.

 

Critérios de substituição dos discos de freio – Para rodar com segurança, a recomendação é realizar a inspeção dos discos de freio a cada 10 mil km e sempre que houver a troca das pastilhas. Para identificar o momento da substituição, é necessário verificar se a espessura mínima gravada no disco já foi atingida, além da presença de empenamentos, riscos profundos, rachaduras ou rebarbas.

Caso haja necessidade de substituição do disco, a recomendação é realizar a troca sempre em pares: os dois dianteiros ou os dois traseiros. Também é necessário realizar o pré-assentamento, procedimento que aumenta a área de contato entre o disco e a pastilha, criando uma camada de transferência. Esse processo consiste em efetuar de 8 a 10 frenagens de 60 km/h, reduzindo para 40 km/h. Em seguida, realizar de 8 a 10 frenagens de 40 km/h até a parada do veículo e evitar, nos primeiros 300 km, freadas bruscas.

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