Niterra orienta sobre cuidados na revisão e troca de correias do sistema CVT para scooter

Escondidas sob capas protetoras, as correias são componentes importantes para o funcionamento de qualquer scooter, mas frequentemente negligenciadas na manutenção. Responsáveis por transmitir a força do motor ao eixo traseiro da motoneta, a falha desses itens pode resultar em prejuízos como a parada de funcionamento do veículo e riscos à segurança. Para orientar os proprietários de scooters, a Niterra, multinacional japonesa detentora das marcas NGK e NTK – especializada em componentes para sistemas de ignição, componentes automotivos e importadora oficial das correias e roletes da marca Bando, alerta sobre as melhores práticas na revisão e substituição desses componentes.
1- Respeite o manual: O intervalo de troca é definido pela montadora em seu plano de manutenção, em geral considerando a quilometragem. Seguir a indicação é uma regra de ouro que garante a substituição do componente antes do limite de desgaste, preservando o funcionamento correto do sistema de transmissão e evitando falhas inesperadas que podem levar à parada total do scooter. Muitos fabricantes também estabelecem no manual os intervalos de inspeção e limpeza do sistema de transmissão CVT.
2- Condições severas: Veículos que enfrentam trânsito intenso (anda e pára) ou ambientes com muita poeira – como praia, zonas rurais ou regiões de mineração – devem antecipar a revisão em até 50% do tempo previsto. Nessas condições o scooter funciona sob maior esforço e com temperatura de sistema mais elevada, o que acelera o desgaste dos componentes.
Embora estes aspectos frequentemente deixem de ser abordados no manual, trafegar em regiões com muitas subidas, excesso de carga e aplicando acelerações bruscas, também reduz a vida útil do sistema de transmissão CVT. Vale ressaltar que os scooters são projetados para uso urbano e seu uso em rodovias não é indicado.
3- Contaminação: Vazamentos de óleo, do motor ou do eixo traseiro, bem como o uso excessivo de graxa, provocam a degradação da correia. A limpeza da peça é fundamental para evitar sua contaminação, assim como de todo o sistema CVT. Para realizar a substituição dos itens, prefira produtos específicos para este fim, que são biodegradáveis, não agridem as peças de alumínio e não deixam resíduos oleosos no sistema. Evite o uso de solventes a base de petróleo e observe o desgaste dos componentes do sistema, como polias, guias, placas e sistema de embreagem centrífuga, substituindo-os se necessário. Ao trocar as correias, instale também um novo conjunto de roletes e, antes de realizar a montagem do sistema, limpe as mãos para evitar a contaminação dos componentes por resíduos que podem provocar o deslizamento da correia, o aumento de temperatura e a vibração do sistema, reduzindo a vida útil das peças, ou provocando o rompimento da correia.
“A manutenção baseada apenas na observação visual é um erro comum. Uma correia pode parecer intacta, mas apresentar fadiga de material, desgaste e degradação por temperatura”, afirma Hiromori Mori, consultor de Assistência Técnica. “É preciso fazer a inspeção completa do sistema, substituindo outros componentes conforme a necessidade, já que o sistema de transmissão de força é um conjunto que trabalha em harmonia.”
Cuidados fundamentais na instalação
As motonetas possuem características específicas de manutenção, de modo que buscar um profissional especializado é muito importante para garantir a qualidade do serviço. A precisão técnica durante a substituição da correia de transmissão das scooters é determinante para garantir o bom funcionamento do conjunto CVT (transmissão continuamente variável) e a durabilidade dos componentes.
Também é essencial verificar o estado das polias, do variador e da embreagem antes da instalação da nova correia. “Superfícies desgastadas ou desalinhadas podem comprometer o contato adequado da correia, reduzindo sua eficiência e acelerando o desgaste”, sinaliza Mori. Por isso, a recomendação é inspecionar os componentes do sistema CVT, optar por peças de primeira linha e seguir rigorosamente as especificações de torque de aperto das polias indicadas pelo fabricante. Por sofrerem muito esforço e exposição às altas temperaturas, as peças de qualidade inferior comprometem a durabilidade da manutenção.
As correias utilizadas em scooters possuem reforços internos de fibras de alta resistência, como aramida ou fibra sintética de poliéster, responsáveis por suportar esforço mecânico e temperatura elevada. Por isso, sempre instale os produtos adequados para cada scooter, conforme indicação nas tabelas de aplicação da Bando nos catálogos NGK e NTK.
A Niterra oferece no Brasil um amplo portfólio de correias e roletes, além de disponibilizar suporte técnico por meio do SAC 0800 019 7112 e programas de treinamento voltados à mecânicos e profissionais do segmento de motopeças.




