Reparação

Niterra alerta para a manutenção de frotas e carros por assinatura

Luz de injeção acesa, perda de potência e aumento no consumo sinalizam desgaste prematuro de componentes; rápida comunicação com a locadora evita danos colaterais ao motor

O mercado de locação de veículos já é um dos principais motores do setor automotivo. De acordo com a Associação Brasileira das Locadoras de Automóveis (ABLA) a frota total gerenciada pelo setor superou 1,7 milhão de veículos, com crescimento de 16,6% em relação ao ciclo anterior. Movimentado por serviços corporativos, de mobilidade por aplicativo, entregas rápidas e o avanço dos carros por assinatura, esse avanço impacta diretamente o mercado de reposição, exigindo rotinas rigorosas de manutenção para lidar com veículos operando em regimes intensos de uso. A Niterra do Brasil, referência global no mercado de reposição automotiva, detentora das marcas NGK e NTK, elenca os principais cuidados com manutenção para motoristas e usuários de locação

1- Atenção aos prazos do manual e ao intervalo severo: O ciclo das frotas exige que as revisões periódicas por quilometragem ou tempo sejam seguidas à risca. Em rotas urbanas de trânsito intenso, o motor opera sob uso severo, demandando verificações antecipadas dos itens de desgaste. Como muitas vezes a entrega do veículo para o usuário não é realizada diretamente pelo concessionário da marca, as orientações de manutenção periódica não são devidamente enfatizadas ao usuário final. Normalmente os custos da manutenção são cobertos pela locadora do veículo, já quando ocorre uma falha, o incômodo fica com o usuário.

2- Cuidado com a qualidade do combustível e proteção dos sensores de injeção: os usuários de veículos locados tendem a buscar o combustível mais barato. O uso de combustível de má qualidade, pode prejudicar o sistema de ignição e injeção, provocando acúmulo de resíduos e falhas, além de afetarem componentes como sensor de nível de combustível e sensores de oxigênio. Uma boa prática é estabelecer um único posto para abastecimento, caso ocorra problemas, é possível identificar facilmente a origem do abastecimento e sempre solicitar a nota fiscal para comprovação.

3- Comunicação imediata à locadora ao identificar anomalias: ao primeiro sinal de irregularidade na dirigibilidade ou acendimento de luz de advertência no painel, o condutor deve notificar a empresa de locação para o encaminhamento a uma oficina credenciada. A intervenção rápida evita o agravamento do problema, além de preservar a segurança dos usuários do veículo. Muitas vezes os símbolos utilizados não são claros para todos os motoristas, porém podemos nos orientar pela cor, onde normalmente a coloração vermelha indica que devemos imobilizar o veículo imediatamente (de forma segura), porque envolve um possível risco ou dano grave ao veículo. Já a coloração laranja ou âmbar indica atenção e uma necessidade de inspeção por um profissional qualificado, não implicando na imobilização imediata do veículo. Colorações verde ou azul indicam que um sistema está ligado ou temperatura do motor fria (abaixo do ideal).

Os componentes mais afetados e as falhas mais comuns

Em frotas que rodam constantemente, componentes do sistema de combustão e gerenciamento eletrônico do motor sofrem desgaste acelerado devido à sobrecarga de trabalho e variações na qualidade do combustível. Hiromori Mori, consultor de Assistência Técnica da Niterra do Brasil, alerta sobre os itens da linha de sensores que mais costumam apresentar problemas e como diagnosticar suas causas:

“O sensor de oxigênio e o sensor de nível de combustível, estão entre as peças que mais sofrem com o uso contínuo de combustível adulterado ou de má qualidade. Quando a sonda lambda falha ou perde a precisão, o motor não consegue ajustar corretamente a mistura ar-combustível, provocando aumento no consumo de combustível, perda de potência e maior emissão de poluentes. Os sensores de nível de combustível, podem provocar a parada por falta de combustível, imprecisão de funções do computador de bordo, como autonomia de combustível. Já no sistema de ignição, o desgaste natural de velas de ignição exige maior tensão elétrica para gerar a faísca, o que pode causar falhas no motor e comprometer a vida útil das bobinas de ignição, podendo até mesmo danificar o próprio catalisador se o problema persistir”, explica Mori

Para evitar paradas não planejadas e danos severos ao motor, a Niterra orienta os motoristas a ficarem atentos aos primeiros sinais anormais do veículo, que exigem inspeção imediata. O alerta mais evidente é a luz da injeção eletrônica acesa no painel, sinalizando desde inconsistências no sistema de ignição até falhas no sensor de oxigênio. Além disso, um aumento repentino e injustificado no consumo de combustível pode indicar uma anormalidade na mistura ar-combustível.

Com a ampliação das frotas, a Niterra segue promovendo capacitação técnica contínua para os mecânicos e reparadores independentes encarregados do atendimento às locadoras. O objetivo é assegurar diagnósticos precisos, trocas ágeis e a aplicação de peças de qualidade equivalente ao equipamento original, garantindo que o veículo retorne às ruas com a maior rapidez e segurança possíveis.

Sobre a Niterra

Fundada em 1936, a Niterra Co., Ltd. é uma fabricante global, reconhecida mundialmente por suas velas de ignição da marca NGK e produtos cerâmicos da marca NTK. Em conformidade com sua visão para 2040, a Niterra busca ser uma empresa que ilumina a Terra ao resolver questões sociais por meio de suas tecnologias e ideias exclusivas. Atualmente, a companhia concentra seus recursos estratégicos em três áreas principais:  Mobilidade, Semicondutores e Meio Ambiente & Energia, e utiliza sua expertise em cerâmica para gerar novo valor de negócio.

A missão da Niterra é integrar seus ativos consolidados a novas frentes de inovação, otimizando o uso de recursos e entregando soluções regenerativas e circulares para a sociedade. No ano fiscal de 2024/25, a receita consolidada da empresa somou  ¥ 652,9 bilhões (~ U$ 4,26 milhões).

A Niterra conta com 31 unidades no Japão, 62 bases no exterior e cerca de 16.000 colaboradores em todo o mundo. No Brasil, a empresa atua há 67 anos, conta com cerca de 1.300 funcionários e mantém uma fábrica com 625 mil m² em Mogi das Cruzes (SP).

Para mais informações, visite: https://www.niterragroup.com/english/

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