NGK alerta para atenção especial com a manutenção preventiva de automóveis com +10 anos

O envelhecimento da frota brasileira, cuja idade média supera uma década, exige hábitos de manutenção preventiva rigorosos em componentes que sofrem desgaste com o uso normal do veículo, como velas, cabos e bobinas, para evitar aumento de consumo de combustível, emissões de poluentes e falhas de funcionamento.
A NGK, marca da Niterra especializada em sistemas de ignição, destaca os três componentes fundamentais do sistema de ignição que exigem checagem periódica.
1- Velas de Ignição: O funcionamento normal do motor desgasta os eletrodos das velas de ignição, isso acarreta no arredondamento dos eletrodos (perda de pontas) e aumento da folga entre eles. Este desgaste provoca um aumento na tensão para gerar o centelhamento. Quando a manutenção preventiva das velas de ignição não é realizada, acontece um estresse nos outros componentes do sistema de ignição como cabos e principalmente bobinas que precisam trabalhar com tensões mais elevadas.
Pequenas falhas de ignição normalmente não são perceptíveis aos motoristas, porém afetam o consumo de combustível e emissões de poluentes. Para os veículos mais novos, que possuem um maior monitoramento do sistema de injeção e ignição pode ocorrer o acendimento da luz de injeção indicando uma anomalia no sistema.
Outra característica das velas de ignição de veículos mais novos é o uso de eletrodos de platina e irídio. Sua substituição deve sempre seguir o plano de manutenção estabelecido pela montadora, disponível no manual do veículo.
2- Cabos de Ignição: Os cabos de ignição devem conduzir a corrente elétrica da bobina até as velas de ignição, uma característica muito importante deles é suportar altas tensões, que podem chegar próximo a 20.000 volts. Para isso, os componentes são produzidos com materiais com alta capacidade de isolação elétrica. Com o aquecimento do motor, estas borrachas sofrem um processo de oxidação e ressecamento e devem ser substituídas a cada 60.000km ou 3 anos.
O envelhecimento pode causar perda de isolação elétrica do componente, provocando falhas de funcionamento e aumento do consumo de combustível. A falta de manutenção nos cabos de ignição pode comprometer as velas e bobinas de ignição, por danos pela fuga de corrente elétrica, também conhecida como flash over. Mesmo que o veículo apresente uma baixa quilometragem, os cabos devem ser inspecionados e substituídos quando necessário.
3- Bobinas de Ignição: as bobinas de ignição não possuem uma recomendação de troca estipulada pelas montadoras. Sua vida útil está diretamente ligada à manutenção das velas de ignição. Quanto mais desgastadas as velas de ignição, maior será a tensão necessária para o centelhamento, aumentando o estresse sobre a bobina, reduzindo a sua vida útil.
“Um conceito muito importante quando falamos de automóveis é o de manutenção preventiva, já que com ela é possível evitar falhas nos sistemas, reduzir custos, aumentar a vida útil do conjunto mecânico e garantir a segurança dos usuários. Esta manutenção pode estar baseada na quilometragem percorrida ou por período de tempo, geralmente considerando o período anual”, afirma Hiromori Mori, Consultor de Assistência Técnica da Niterra.
Seguir as recomendações de manutenção estabelecidas pelo fabricante do veículo, além de garantir um uso mais racional, pode representar um melhor valor de revenda do veículo, uma vez que veículos que possuem um histórico de manutenção são mais valorizados no momento da venda.


