Desgaste no freio a tambor exige atenção dos motociclistas

O sistema de freio a tambor, equipado com patins, requer inspeção periódica para preservar a eficiência da frenagem e evitar danos a outros componentes da motocicleta. Utilizado principalmente na roda traseira da maior parte das motos de até 300 cilindradas, o conjunto também pode ser encontrado nas rodas dianteiras de modelos mais antigos.
O patim é responsável por pressionar a parte interna do tambor e gerar o atrito necessário para reduzir a velocidade e imobilizar a motocicleta. De acordo com Leandro Leite, coordenador de Assistência Técnica e Garantia da Nakata, o desgaste do componente pode comprometer a segurança do motociclista.
“A peça atua no sistema de freio a tambor e é responsável por aplicar pressão contra o tambor de freio para gerar atrito e, assim, reduzir a velocidade até a parada da motocicleta. Por isso, é importante realizar avaliações periódicas em todo o sistema”, explica.
O uso da motocicleta com patins excessivamente desgastados pode comprometer a frenagem e causar danos irreversíveis ao cubo da roda ou ao tambor. Com isso, o reparo pode exigir a substituição de outros componentes, aumentando o custo da manutenção.
Ruídos e perda de eficiência são sinais de alerta – Entre os principais indícios de desgaste dos patins ou do tambor estão os ruídos durante o acionamento do freio. “O barulho pode ocorrer quando a lona do patim chega ao fim e o suporte metálico passa a entrar em contato direto com o tambor”, comenta.
O motociclista pode perceber sensação de freio “borrachudo”, necessidade de aplicar mais força na alavanca ou no pedal, curso excessivamente longo do pedal ou da alavanca, mesmo após a regulagem, redução da eficiência da frenagem e indicador de desgaste próximo do limite.
A maioria das tampas de tambor possui uma seta indicadora de desgaste na haste do freio. Quando a seta atinge a marcação limite, o componente deve ser substituído.
“A indicação visual é uma referência importante, mas não substitui a inspeção completa do conjunto. O diagnóstico deve considerar as condições dos patins, do tambor, das molas e dos demais componentes do sistema”, afirma Leite.
Revisão deve abranger todo o sistema – Além dos patins e do tambor, a revisão deve verificar as molas, o cabo, o pedal, a alavanca e os demais itens relacionados ao acionamento do freio. Nos modelos com sistema hidráulico, a troca do fluido também deve seguir as recomendações do fabricante.
A manutenção periódica contribui para evitar superaquecimento, contaminação e perda de eficiência do sistema. “Qualquer alteração no comportamento do freio, como ruídos, dificuldade para parar ou necessidade de maior esforço no acionamento, deve ser investigada imediatamente”, conclui o coordenador da Nakata.



