Mais do que transporte: por que a motocicleta ganhou espaço na mobilidade cotidiana?

A motocicleta deixou de ser apenas uma alternativa de transporte para ocupar um papel cada vez mais relevante na mobilidade dos brasileiros. Seja para ir ao trabalho, estudar, fazer entregas ou ganhar agilidade nos deslocamentos, as duas rodas passaram a fazer parte da rotina de milhares de pessoas. Esse movimento aparece no tamanho da frota nacional, que chegou a 38,4 milhões de motocicletas em junho de 2026, crescimento de 46,8% em dez anos, segundo dados da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo). No mesmo período, o número de pessoas habilitadas na categoria A passou de 30,7 milhões para 42,7 milhões.
O mercado também acompanha essa transformação. De acordo com a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), 1,174 milhão de motocicletas foram emplacadas no primeiro semestre de 2026, alta de 14,1% em relação ao mesmo período do ano passado e recorde histórico para os primeiros seis meses do ano. Em julho, outros 199 mil veículos foram licenciados, levando o acumulado do ano para cerca de 1,37 milhão de unidades.
Com uma diversidade de perfis de utilização, entender as características de cada motocicleta se torna importante para fazer uma escolha compatível com a rotina. Guilherme Limeira, diretor de engenharia da Avelloz, fabricante de motocicletas que ocupa a sexta posição entre as marcas com mais emplacamentos no Brasil, explica quais características devem ser consideradas pelo consumidor antes da compra, levando em conta fatores como cilindrada, tipo de trajeto e finalidade de uso.
125 cilindradas, praticidade para a rotina – Para quem utiliza a motocicleta para trabalhar, estudar, fazer compras ou realizar outras atividades pela cidade, modelos na faixa de 125 cilindradas podem ser uma opção adequada, especialmente por combinarem características como peso mais baixo, partida elétrica, injeção eletrônica e freios com sistema CBS. “O conjunto favorece a agilidade e a facilidade de condução em trajetos urbanos, com trânsito intenso e paradas frequentes. É o caso da nossa AZ125 Alfa, que reúne essas características em uma configuração voltada aos deslocamentos do dia a dia”, explica Limeira.
160 cilindradas, para diferentes trajetos – Para quem alterna entre deslocamentos urbanos e percursos que exigem outras características da motocicleta, aspectos como potência, relação de transmissão, distância do solo e capacidade do tanque ganham relevância. Uma motocicleta de 160 cilindradas, por exemplo, pode reunir 12,3cv de potência, câmbio de cinco velocidades, tanque de 13 litros e 270 milímetros de distância do solo, características que favorecem uma utilização mais versátil. “Nesse perfil, é importante observar o conjunto do veículo e avaliar se ele oferece os recursos necessários para acompanhar os diferentes tipos de trajeto que fazem parte da rotina do condutor. O nosso modelo AZ160 Xtreme, por exemplo, oferece uma proposta que atende tanto aos deslocamentos urbanos quanto a percursos que exigem maior versatilidade”, afirma o diretor.
Além da cilindrada e do tipo de trajeto, distância percorrida, condições das vias, posição de pilotagem, autonomia e capacidade de carga também podem pesar na decisão, especialmente de acordo com a finalidade e a frequência de uso. “Não existe um único conjunto de características adequado para todos os motociclistas. A escolha deve considerar as necessidades de cada pessoa e a forma como a motocicleta será utilizada”, conclui Limera.




