Alerta NGK: três sinais na vela de ignição que indicam problemas que requerem atenção

Poucas peças são tão determinantes para o bom funcionamento de um veículo quanto as velas de ignição. Responsáveis pela centelha que inicia a queima da mistura ar-combustível, a peça é um verdadeiro termômetro da saúde do motor. De acordo com a NGK, marca da Niterra líder mundial em componentes de ignição, o aspecto visual da ponta da vela pode fornecer um diagnóstico visual preventivo, de modo que a atenção aos sinais ajuda a evitar que problemas simples resultem na necessidade de retífica completa.
A vela de ignição é o único componente que está dentro da câmara de combustão que é fácil de remover e instalar na grande maioria dos motores. Através de sua inspeção visual, é possível determinar como está as condições de queima da mistura ar/combustível e irregularidades de funcionamento, tais como:
1- Carbonização seca: ocorre quando a ponta da vela apresenta uma capa de fuligem preta e seca, indicando que o motor está trabalhando com uma mistura rica (mais combustível do que o necessário) ou que a queima está incompleta. Em geral, é um problema decorrente do uso de combustível de má qualidade (gasolina), filtro de ar sujo, no caso de veículos carburados, ou falhas nos injetores de combustível. Para veículos Flex fuel podem ocorrer falhas na identificação do combustível. Erros de aplicação de velas, uso do veículo em trechos muito curtos, com o motor frio e problemas de arrefecimento (refrigeração) também podem levar a carbonização das velas. A carbonização provoca a perda de isolação elétrica da vela de ignição, a cente lha ocorre por cima do isolador cerâmico, provocando uma centelha (faísca) que não terá energia necessária para queimar a mistura ar/combustível de forma correta, e pode levar a falhas de ignição, dificuldade na partida a frio, além do aumento no consumo de combustível.
2- Vela encharcada de óleo: identificada quando a ponta do componente apresenta um aspecto preto, oleoso e brilhante, o que indica infiltração de óleo na câmara de combustão. As causas mais comuns são o desgaste dos anéis de segmento dos pistões, ovalização de cilindros, problemas de rugosidade ou dos retentores de guia de válvula. Além de inutilizar a vela rapidamente, a queima de óleo gera a expulsão de fumaça azulada pelo escapamento e indica que o motor está sofrendo um desgaste interno excessivo, o que exige intervenção mecânica para a regularização do problema. Utilizar o veículo consumindo óleo lubrificante pode provocar danos por falta de lubrificante (nível baixo), que pode provocar ou agravar ainda mais as condições do motor.
3- Eletrodos derretidos: evidenciam que o componente superaqueceu ou ocorreu uma aplicação incorreta da vela. Em geral, o quadro resulta de problemas no sistema de arrefecimento, uso de combustível de má qualidade, mistura ar/combustível muito pobre, problemas de combustão anormal como detonação e pré ignição. Este problema requer um maior cuidado do mecânico, não basta trocar a vela de ignição danificada é necessário identificar e corrigir a real causa do superaquecimento, em certas condições o superaquecimento da vela pode levar a danos severos ao motor.
4- Velas com aspecto de corrosão: podem indicar a entrada de fluido de arrefecimento (água do radiador) na câmara de combustão, uso de combustível de má qualidade (etanol) ou em trechos muito curtos como o motor frio. Também pode provocar falhas de funcionamento e aumento no consumo.
Um alerta importante ao usuário, “falhas de ignição provocam aumento do consumo de combustível, o combustível não queimado pode provocar danos ao catalisador do veículo que na maioria dos casos é uma peça com custo elevado, sendo sempre recomendável regularizar o funcionamento do motor e inspecionar as velas uma vez por ano ou a cada 10.000km” alerta Hiromori.
Todo o sistema de ignição, que inclui cabos e bobinas, deve ser revisado periodicamente. Velas gastas exigem maior tensão da bobina de ignição provocando maior estresse do componente, o que pode reduzir a vida útil dos cabos, pode queimar a bobina prematuramente e desencadear um efeito cascata de prejuízos.
Para proteger o sistema, as velas de metais preciosos, como a Platina e o Irídio, contam com eletrodos de pontas finíssimas, favorecendo o centelhamento (geração de faísca) da vela. Essa tecnologia reduz a perda de energia da centelha para os eletrodos, aumentando a energia disponível para queimar a mistura ar/combustível de modo mais eficiente, além de oferecer alta resistência ao desgaste. Além disso, as peças com materiais nobres promovem microdescargas que limpam a ponta da vela e evitam o acúmulo de fuligem (carbonização). Os eletrodos finos geram a centelha com mais facilidade, reduzindo o desgaste do componente e protegendo cabos e bobinas, além de aumentar a vida útil destes componentes.
O resultado pode ser observado no ganho de eficiência nas partidas a frio, na marcha lenta estável, nas acelerações ágeis, no menor consumo de combustível e, portanto, na redução na emissão de poluentes.
“A vela de ignição, na grande maioria dos motores, é fácil de remover e instalar. Uma análise visual rápida nas revisões preventivas pode salvar o motorista de panes ou indicar a necessidade de manutenção de forma precoce, que pode minimizar danos ao motor reduzindo o custo de manutenções. Optar por tecnologias de metais preciosos significa garantir que o sistema trabalhe com eficiência máxima”, afirma Hiromori Mori, consultor de Assistência Técnica da Niterra do Brasil.
As velas das famílias G-Power (Platina) e Iridium IX (Irídio) da NGK, representam um upgrade rápido e seguro no sistema original de automóveis, motocicletas ou scooters, respeitando as tabelas de aplicação das montadoras.




