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Negócios

Estratégia para empresas ingressarem no marketing digital

Conexão, saber as diferenças entre métricas e KPIs e que cada canal ou recurso tem sua vocação, bem como monitoramento são algumas das questões relevantes no marketing digital
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A natureza do mundo digital é a conexão, que transcende várias trajetórias, entre elas, tecnologia, informações, pessoas, entretenimento, ideias e negócios. São 2,2 trilhões de terabytes gerados diariamente, conectados em milhares de ferramentas. Mais de 500 milhões de usuários de sites de informações. O WhatsApp teve aumento de consumo em 75% durante a pandemia. Em 1 minuto, são 59 milhões de mensagens enviadas no WhatsApp. O consumo de entretenimento e games cresceu 23%, o uso de # em postagens movimentaram bilhões de posts e as vendas digitais registraram crescimento de 209% no período. Foi assim que Ana Azzar, Founder e CEO da Agência Greenhouse, iniciou a live “Insights para resultados através do Marketing Digital” no “Programa Filtra Ação”, canal de conteúdo online da Abrafiltros – Associação Brasileira das Empresas de Filtros e seus Sistemas – Automotivos e Industriais e das revistas Meio Filtrante e TAE, no dia 19 de agosto. “Toda estratégia digital deve prever iniciativas práticas conectadas para afetar o ecossistema onde se encontra a marca”, comentou Ana, apontando um dos insights. Ela exemplificou: “Não se deve começar uma campanha de mídia de performance se não há um site onde consumidor tenha uma experiência adequada. Não há como ter um trabalho de blog, conteúdo e social media que não seja derivado de SEO prévio. Não é possível falar em CRM sem entender que teve uma jornada do consumidor. Não pense isoladamente. Tudo se conecta o tempo todo e faz parte da composição de uma estratégia de marketing digital”

Também disse que, antes de começar, é necessário ter algumas perguntas respondidas sobre a proposta de valor da marca, objetivos, público de interesse, entre outras questões iniciais.

 

É importante entender a diferença sobre métrica, que são medidas para constituir um indicador, geralmente associadas ao comportamento do usuário e sem meta definida, voltada ao desempenho apenas do canal, e KPI, indicador criado a partir de métricas, que tem como o objetivo mostrar o alcance de determinado resultado. “É mais voltado a medir resultados que a organização busca. Além de avaliar a performance organizacional, os indicadores podem ser úteis para analisar as tendências do usuário”, ressaltou.

 

Sobre o público de interesse, comentou que o ponto de partida pode ser o perfil e comportamento dos usuários da internet, apesar de não ser suficiente para enxergar uma estratégia digital. Segundo Ana, é necessário construir personas, ou seja, representação fictícia do cliente ideal de um negócio, utilizando não apenas ferramentas, mas também usar recursos de pesquisa e de banco de dados, lembrando-se de considerar a LGPD – Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais.

 

Ana explicou que é importante usar o canal como recurso dentro do marketing digital, para sua finalidade específica e não, por exemplo, fazer vendas em redes sociais, fazendo apenas o impulsionamento do post. “É pedir muito do post”, alertou. Pode funcionar para engajamento, mas há recursos mais adequados como uma campanha digital de anúncios para se conseguir fazer vendas. “Cada canal ou recurso tem sua vocação”, completou Ana, citando alguns Inbound marketing; marketing de conteúdo; blog; sites, hotsites e landing pages; redes sociais; e-mail marketing; SEO; CRM; entre outros.

 

Advertiu que as ferramentas não pensam, executam, e que, na hora da contratação, deve-se considerar suas funcionalidades, facilidade de uso e de integração com outros meios e formato de cobrança.

 

Para trabalhar com o marketing digital, Ana alertou que é necessário estudar o cenário, olhando a nova jornada do consumidor, onde começa com um público desconhecido até se transformar em cliente e, por fim, um  grande divulgador da marca, o que está relacionado à experiência com a marca.

 

Ao final da apresentação, Ana destacou ainda mais duas questões – a importância dos testes para acertar e o monitoramento. “Os testes devem sair de uma análise dos resultados de uma campanha e podem ajudar a garantir os melhores resultados”, enfatizou a profissional, acrescentando que o marketing digital não é uma ciência exata, depende do comportamento dos consumidores. “Monitore, pois a vida pode mudar da noite para o dia. Aprenda com isto”, concluiu.

 

O presidente da Abrafiltros, João Moura, considerou o quão é relevante as empresas buscarem formas de comunicação por meio de canais digitais, principalmente em tempos de pandemia, mas reforçou a importância de um planejamento estruturado e suporte para garantir êxito. Por isso, o tema apresentado é muito importante para as empresas terem noção de como funciona o trabalho de impulsionamento e estratégia em redes sociais.

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